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domingo, 30 de março de 2025

Odontologia / Dra. Sandra Borges - Artigos


Um lanterninha que provoca o maior barulho
Lá pelos 18 ou 20 anos quando a era das espinhas chega ao fim e cobra-se do jovem uma postura de adulto, o derradeiro dos dentes molares decide romper. Daí a alcunha de siso, que nada mais é que sinônimo de juízo. Apesar do apelido, pode causar problemas. Isso porque nasce quando os outros dentes já estão crescidos e nos devidos lugares.
Assim, pode não haver espaço para que de o ar de sua graça. Outras vezes, o siso nem aparece e, já formado, se acomoda dentro do osso. Nos dois casos, abrem-se brechas para problemas. Uma ponta para fora já basta para permitir a entrada de bactérias. Ali elas deflagram de inflamações na gengiva a infecções. Como este dente se localiza lá no final da fileira dentária, é difícil escová-lo, o que o deixa a mercê da placa bacteriana e de cáries.
Quando fica escondido, é ainda pior. Um siso incluso pode causar a reabsorção da raiz de outros dentes, ou provocar o que se chama de pericimentite (inflamação do dente ao redor do osso). Se os quatro sisos até os 18 anos não nasceram, deve-se fazer uma radiografia para localizá-los. Às vezes, um ou outro não se formou, mas em geral eles ainda não romperam. Ai recomenda-se a extração. O siso só e deixado quieto se consegue nascer sem causar tormentos. Por isso tem juízo quem ouve o dentista e toma as providências para que esse lanterninha não crie muita encrenca.

A farmácia comestível
Em vez de caminhar para o armário de remédios, que tal uma visita à geladeira ou à despensa da cozinha? Existem alimentos que parecem contribuir para o alivio de vários problemas de saúde. Hipócrates (460 – 377 ªC), o pai de ciência médica, uma vez sentenciou: “Que seu alimento seja tua medicina e tua medicina teu alimento”. Sem saber, o grego já intuía o que viria a se chamar, muitos séculos depois, de nutracêutica – o uso da dieta com a intenção não só evitar, mas também de curar doenças.
Veja, a seguir, alguns alimentos que se relacionam com uma série de distúrbios odontológicos.
1 – CÁRIE – O hábito de comer queijo – rico em cálcio e fósforo - pode ser uma boa medida preventiva contra as cáries.Os dois minerais fazem uma excelente dobradinha. Ainda na boca, enquanto o queijo e mastigado, o fósforo ajuda os dentes a absorver o cálcio para reconstruir o esmalte que foi agredido por bactérias.Quem tende a viver no dentista também deve comer mais folhas escuras, cheias de boro.Este mineral favorece a produção de vitamina D no corpo, que é importante para a fixação do cálcio nos dentes.
2 – GENGIVITE - A inflamação das gengivas, ou gengivite, está associada à irritação mecânica – quando se escovam os dentes com força, e a restos de alimentos, frutos de uma higiene bucal ineficiente.Nesses casos a vitamina C é fundamental, ao lado de outras substâncias chamadas flavonóides. Estas ajudam a restituir as membranas danificadas da boca. Esses componentes são encontrados principalmente no pimentão amarelo, nas frutas cítricas e nas folhas em geral.
3 - MANIA POR DOCES - Quem vive com vontade de devorar doces deveria experimentar dizer não àquele brigadeiro em prol de uma maçã.Num primeiro momento, a troca parece injusta. Mas, aos poucos, a fruta fará o corpo ir perdendo a ânsia por açúcar. Isso porque ela é rica em carboidratos, regulando o nível de glicose no sangue. Outras sugestões para aumentar a taxa sanguínea de açúcar rapidamente são a ameixa, a banana e a cereja.
4 – CICATRIZAÇÃO - Não há duvida quando alguém se fere ou queima, a dieta é um fator crucial que pode retardar ou acelerar a cicatrização.Para começar e preciso beber mais água.Além disso, uma série de nutrientes ajudam os tecidos a se recompor mais depressa – o ácido fólico, o zinco, o potássio, vitaminas C e E ,sem contar os ácidos linolênico e araquidônico.As nozes contêm todas essa moléculas de nomes complicados. Por isso são indicados para quem se recuperando de grandes machucados.
5 - MAU HÁLITO - Para quem tem problemas de mau hálito, a recomendação de comer jiló para aliviar o problema podem, a princípio, soar absurda. Mas o seu sabor amargo funciona como um estimulante das glândulas salivares. A produção extra de saliva tem ação bactericida, ajudando a amenizar o cheiro desagradável. Mas o mau hálito pode ter outras origens não relacionadas com a boca, como algumas disfunções estomacais.
A importância da alimentação no desenvolvimento da fala
O crescimento e o desenvolvimento saudáveis de uma criança dependem de uma série de fatores internos e externos que se interligam.
No que diz respeito à alimentação podemos começar enfatizando a alimentação natural (seio materno). Nesse período inicial o bebê necessita de contato físico com a mãe que lhe proverá segurança, afeto e alimento. Além disso, terá a oportunidade de conhecer e excitar seu aparato bucal (lábios, língua, bochechas, céu da boca). A alimentação natural promove a estimulação da região intra-oral propiciando uma sucção adequada. Tudo isso exige um trabalho muscular preparatório ao desenvolvimento da fala.
Este trabalho muscular é essencial, pois os órgãos estimulados serão os mesmos utilizados na fala. Levando-se em conta os aspectos afetivo e funcional da alimentação no seio materno, podemos ressaltar a importância do desmame progressivo, passando-se para alimentação pastosa.
Estas modificações gradativas na alimentação visam exclusivamente um exercício dos órgãos da fala e um preparo para a aceitação sólida (com um ano) e posteriormente (aos 18 meses) a de uma dieta semelhante ao adulto, do contrário, podem advir problemas articulares por má utilização dos órgãos da fala durante a alimentação. São eles decorrentes de dificuldades ao mastigar, deglutir, língua flácida, lábios entreabertos e respiração bucal.
Devemos lembrar que a mastigação é a função mais importante do sistema bucal, pois é o primeiro estímulo para o processo de crescimento e desenvolvimento da face que possa ter início. Ela exercita os músculos faciais e deve ser bilateral. Por isso a importância do consumo de alimentos duros para a qualidade da mastigação e força muscular oral. Como vimos, o ato da fala está intimamente ligado à alimentação e suas etapas, as quais podem determinar alterações articulatórias futuras, se retardadas, apressadas ou mal realizadas, sendo que as mesmas podem ser evitadas, respeitando-se o desenvolvimento natural das etapas da alimentação.
A Saúde começa pela boca
Até mesmo o mais branco dos sorrisos abriga um exército de cerca de 560 tipos de bactérias. Com uma boa higiene, eles não incomodam. Já a má higiene é a senha para se multiplicarem e praticarem atos de vandalismo em nossa boca. Um deles o Streptococus mutans, em contato com o açúcar provoca cáries. Outros germes proliferam em meio a restos alimentares e causam a gengivite, inflamação responsável por sangramento na gengiva.
Os estragos não se restringem apenas na boca. Pois está provado os vínculos entre essas bactérias e males que surgem em lugares distantes dali. A proliferação de micróbios na língua, que forma uma crosta, a saburra, pode invadir o estômago e o aparelho respiratório, ocasionando gastrites ou sinusites. Os sangramentos gengivais, por sua vez, abrem porta para germes invadirem o sangue e laçarem toxinas relacionadas a infecções nas articulações e nos rins. Isso pode ser um problema para quem sofre um baque temporário nas defesa por stress.
AQUI ESTÃO OITO RAZÕES PARA VOCÊ CUIDAR DOS SEUS DENTES
Saúde – O que você acha de ter bactérias da boca passeando pelo sangue? Isso acontece se a higiene bucal for ruim e houver sangramento na gengiva. Dar uma volta por veias e artérias, no caso desses germes, significa abrir caminho para várias doenças.
Bem- estar – A falta de um dente faz com que seu vizinho entorte, expondo partes sensíveis e produzindo dor. Sem falar que favorece o acúmulo de alimentos e germes.
Vida social – Conhece alguém com mau hálito? A má higiene da boca piora o problema.
Dicção – Dentes em ordem são indispensáveis para desenvolver as articulações do rosto e para falar com clareza.
Aparência - Dentes maltratados envelhecem as feições e passam a impressão de desleixo. Quem não cuida deles tende a perdê-los mais cedo.
Esportes - Tente praticar atividades físicas com dor de dente. Para os atletas, isso é um pesadelo. Não há concentração que resista.
Digestão – A falta de dentes prejudica a mastigação e, conseqüentemente, a absorção da comida pelo estômago e pelo intestino.
Dinheiro – Dentistas têm soluções para quase todos os tipos de problemas causados pela má higiene. Mas se não for tratado a tempo gasta-se mais.
Bruxismo: O ato inconsciente de ranger os dentes
Sequelas do Bruxismo
1 - Cefaléia
2 - Dor facial
3 - Alterações pulpares (nervo do dente)
4 - Dor periodontal (nas gengivas)
5 - Desgastes dos dentes
6 - Desgastes na região da gengiva no dente.
Estresse, frustração, depressão e ansiedade costumam ser o resultado da falta de tempo e do excesso de atividades da vida moderna, sendo capazes de desencadear as mais diversas reações no organismo. Dentre estas.encontram-se o bruxismo, que constitui o ato de ranger os dentes inconscientemente durante à noite.
Causas que produzem o Bruxismo
1 - fatores emocionais
2 - fatores nutricionais
3 - fatores genéticos
A palavra bruxismo, derivada do francês “la bruxomanie” foi usado para identificar uma patologia normalmente desconhecida pelo paciente, a menos que alguém o chame a atenção pelo barulho ao ranger dos dentes anteriores.O paciente pode apresentar, ao acordar, dores nos dentes, na musculatura facial, na articulação têmporo - mandibular e dor de cabeça.
Normalmente esta relacionada à presença de contato prematuro, no qual os músculos da mastigação se contraem.E como na maioria das vezes está relacionado a fatores emocionais, este pode gerar contatos prematuros.A terapia mais empregada para o alivio dos sinais e sintomas é a utilização de placas interoclusais mio - relaxantes, que reduzem a atividade muscular noturna, promovendo um relaxamento e protegendo os dentes do desgaste deste hábito parafuncional. Lembre-se a saúde é o nosso maior tesouro.
CÂNCER E SUAS COMPLICAÇÕES BUCAIS
Os pacientes que estão em tratamento de câncer tanto cirúrgico como quimioterápico ou que foram submetidos a transplante de medula óssea podem desenvolver complicações na boca. Às vezes estas complicações são tão severas que podem levar à interrupção do procedimento. Uma avaliação completa da boca por um especialista antes e durante a terapia oncológica é muito importante.
Estas complicações podem ocorrer de várias formas, dependendo de cada paciente e do tipo de tratamento oncológico. As complicações ocorrem em quase todos os pacientes que recebem radioterapia na região da cabeça e pescoço, em mais de 75 % dos que realizaram o transplante de medula óssea e em cerca de 40 % dos pacientes de quimioterapia.
Outras complicações bucais que são comuns no tratamento de quimioterapia
Infecção - Causado pelo tratamento oncológico podem facilitar o aparecimento de infecções por bactéria, fungo e vírus.
Disfunção das glândulas salivares - Boca seca devido à diminuição, ausência da saliva. Isto aumenta o risco de infecção e altera a fala, a mastigação e a deglutição. A persistência da boca seca pode aumentar o risco de cárie.
Cárie rampante - Formação rápida de cárie ou de erosão dos dentes. Pode ocorrer devido à alteração salivar.
Alteração da função – Diminuição da habilidade de se alimentar, falar, boca seca, infecção e enrijecimento muscular.
Alteração do paladar – mudança da capacidade de sentir o sabor dos alimentos.
Desenvolvimento dentário anormal – Crianças abaixo dos 9 anos de idade podem apresentar alteração no desenvolvimento dos ossos do crânio, face e dos dentes.
Complicações adicionais que podem decorrer da quimioterapia
Neurotoxicidade – Dor profunda que imita a dor de dente, ou sensação de queimação, sem que se encontre uma causa provável nos dentes ou na mucosa.
Sangramento – Bucal devido à diminuição das plaquetas ou de fatores de coagulação decorrentes da alteração da medula óssea.
Complicações adicionais que podem ocorrer com a radioterapia
Cárie de radiação – Risco duradouro de desenvolvimento de cárie de evolução rápida que pode se iniciar 3 meses após o término da radioterapia.
Fibrose e trismo – Perda de elasticidade dos músculos da mastigação que impedem a abertura da boca.
Osteoradionecrose – necrose do osso alveolar exposto a altas doses de radiação.
A estabilização dos problemas bucais antes do inicio da terapia oncológica e o acompanhamento por um especialista durante o tratamento podem reduzir o risco do aparecimento de complicações. Já os processos infecciosos e inflamatórios, que por acaso apareçam durante o tratamento são detectados e tratados imediatamente. Este procedimento reduz o risco de dor e melhora a qualidade de vida do paciente.
CHUPETA na dose certa
É possível lançar mão dela de maneira inteligente, sem comprometer tanto os dentes de seu filho.
Para pais e bebês, a chupeta é uma mão na roda, está sempre na boca dos pequenos, ora para acalmar o choro, ora para embalar o sono. Até os dois anos, vá lá. Um estudo da Universidade de São Paulo avaliou os dentes e a musculatura facial de 61 crianças de O até 5 anos. Resultado: todas as que usaram o acessório além da conta apresentam problemas dentários, como mordida cruzada e sorriso dentuço. “Os danos foram menores naquelas que haviam largado a chupeta a tempo”, revelou o estudo.
Nos primeiros seis meses, o bebê precisa mesmo sugar. Além de ser um anseio de ordem psicológica (o bebê se encontra na fase oral), isto desenvolve a musculatura da boca.
A coisa muda de figura se as refeições são feitas na mamadeira. Dela o leite sai com facilidade, minimizando o esforço do bebê. E a chupeta passa a funcionar como um bom complemento. Mas cuidado com o exagero, mesmo os bicos ortodônticos alteram a dentição. Quanto menos chupeta, maiores as chances dos dentes voltarem ao lugar. A criança deve ser encorajada a usar cada vez menos.
Apenas 25% dos bebês que são alimentados exclusivamente no peito até os seis meses se apegam à chupeta.
A higiene é um item que não podemos esquecer, pois é só bobear e a chupeta vai parar no chão. O tombo é um prato cheio para os micróbios. Fervê-las diariamente por 10 minutos reduz pela metade o número de bactérias.
Como escolher a chupeta:
1 – BICO – O ortodôntico,achatado como um mamilo é menos prejudicial .Repare se ele é de silicone,mais fácil de limpar .
2 - ESCUDO – Para se encaixar-se perfeitamente na boca ele deve ser arredondado.Prefira os modelos com recorte,que não empurram o nariz.
3 – TAMANHO – Respeite a indicação por faixa de idade.Do contrário a boca do seu filho fica o tempo todo semi-aberta , o que não é bom ,pois pode torna-lo um respirador bucal.
4 – FURINHOS - Eles devem ser pelo menos dois – um de cada lado .Estes orifícios servem para ventilar a região da boca
5 - RECORTE PARA O NARIZ -
Antes de induzir o uso da chupeta,repare se o bebê está mesmo precisando sugar. Não abuse. A criança precisa do acessório só depois de mamar ou antes de dormir. Retire-a assim que ela dormir. Lembre-se: carinho é o melhor calmante para se filho .
Cirurgião-Dentista pode ajudar pacientes a superar suas fobias
Coração acelerado, tremor e suor excessivo são apenas algumas sensações vividas por quem tem medo de Dentistas. Este mal atinge de 15 a 20 % da população, de acordo com estudos científicos. Apesar das crianças serem vista com as principais vítimas do problema, muitos adultos também sofrem na hora de entrar em um consultório odontológico. Para ajudar o paciente a superar os seus traumas, os Dentistas usam diferentes técnicas como forma de tratamento.
O mais importante é conhecer o paciente, para isto é necessário que o profissional esteja atento às reações das pessoas e procure perceber sinais de medo, como alteração nos batimentos cardíacos, mudança de voz e tremores.
Embora muitos pacientes não admitam sentirem medo, certos comportamentos que o evidenciam são facilmente detectados. Alguns retardam sua entrada no consultório simplesmente pó não terem coragem de enfrentar a cadeira do Dentista. O medo e um sistema de defesa e precisa ser respeitado não se pode fazer chacota e sim, respeitar as emoções das pessoas para ganhar sua confiança.
No tratamento com crianças, estabelecer uma amizade com os pequenos pacientes é fundamental. Em muitos casos a criança herda o medo de um adulto, que transmite uma idéia distorcida do trabalho do dentista. A odontologia infelizmente é vista como algo punitivo, assustador e que traz dor.
O jovem paciente passa a ter o medo “subjetivo”, aquele que é sentido mesmo se ignorado o que vai acontecer, a partir de informações vagas ou referencias de alguém próximo. Um irmão mais velho, por exemplo, geralmente para os mais novos, pode criar uma falsa realidade na cabeça da criança, ao contar suas experiências em um consultório.
Devemos, portanto apresentar o mundo da Odontologia com sutiliza para a criança, desde o primeiro atendimento, para isto poderemos adaptar a criança, por etapas, para que a criança se acostume ao ambiente do consultório, pois e um lugar estranho à criança.
É um trabalho lento, de paciência. É necessário saber lidar com a criança de acordo com suas características, sua idade e nível de compreensão.
Outras técnicas, como a hipnose, a acupuntura, homeopatia, por exemplo, só para citar algumas, também servem como tratamentos coadjuvantes.
Como Prevenir Cáries e Problemas Gengivais
Durante nossa vida temos duas dentições. A primeira é formada por 20 dentinhos e, é chamada de dentição de leite, inicia-se aos 6 meses de idade e completa-se aos 2 anos. Aos 6 anos nasce o primeiro molar permanente que vem logo atrás dos últimos molares de leite. Nesta idade começa a troca dos dentes de leite pelos permanentes .
Por volta dos 13 anos a Segunda dentição, está quase completa faltando apenas os quatro dentes siso (terceiros molares que nascem entre os 17 e 30 anos). O adulto tem um total de 32 dentes permanentes sendo 16 em cada arcada.
As medidas preventivas são cuidados que se deve ter para a conservação da saúde bucal. Apesar dos dentes de leite serem temporários, eles são muito importantes. Pois servem:
1 – De guia para os dentes permanentes nascerem na posição correta.
2 – Mantêm o espaço para os dentes permanentes. Quando a criança perde um dente de leite antes do tempo, os dentes vizinhos ficam sem apoio e movimentam-se, reduzindo o espaço para a próxima dentição.
3 – Estimulam o crescimento em altura do osso que sustenta o dente. 
4 – Auxiliam no corte e perfeita mastigação.
5 – Para estética - As crianças que possuem dentes destruídos tem problemas psicológicos (ficam mais retraídas e apresentam sorriso fechado).
6 - Para uma boa articulação das palavras e evitar problemas ortodônticos (dentes tortos).
O ideal é começar a prevenção desde a gestação, evitando alimentos açucarados pois, a partir do quarto mês de gravidez, começa a se desenvolver o paladar do bebê, assim a  criança irá gostar de doces. Não e verdade o dito popular “perde-se um dente a cada gravidez“, e também falso dizer que as gestantes não podem fazer tratamento dentário. Se a gestante receber orientações sobre dieta, escovação dentária uso de fio dental, bochechos com flúor e etc., esta terá uma gravidez tranquila. A mãe deve evitar experimentar o sabor ou a temperatura do alimento na colher ou copo que oferecerá ao bebê, pois poderá levar bactérias de sua boca para a boquinha da criança.
Deve-se levar a criança ao dentista logo que nascer os primeiros dentinhos, para que os pais recebam orientação sobre dieta e flúor e ao mesmo tempo se acostumando ao ambiente dentário; tendo- se assim uma criança tranquila e sem traumas como acontece com muitos adultos.
Uma boa escovação começa pela escolha da escova. Devemos usar escovas macias (que não irão machucar os tecidos gengivais e da língua). As cerdas devem ser da mesma altura e deve-se trocá-la sempre que as cerdas começaram a se deformar.
As doenças das gengivas são causadas pelos restos alimentares não removidos junto com as bactérias da boca e formam uma camada sobre o dente chamada de placa bacteriana. Com o tempo esta endurece, formando uma crosta sobre o dente, chamada de tártaro. Este provoca inflamação e/ou infecção da gengiva. E se  não for tratada a tempo, esta infecção deixa o dente solto (o osso é destruído), causando a perda do dente.
Os maiores candidatos à doenças gengivais são os fumantes, e quem tem hábito de comer muito doce. Já deu para sacar que muita doçura pode melar seu sorriso.
A saúde começa pela boca, procure seu dentista.
DENTES SOB ALTA TENSÃO
O estresse ajuda na proliferação das cáries e causa mau hálito. Dessa forma, além de uma boa escovação, é preciso manter a vida sob controle.
Insônia, cansaço, úlceras estomacais, tontura. As conseqüências negativas que o estresse provoca no corpo são bem conhecidas. O que poucos sabem é que a tensão prolongada ou excessiva também deixa marcas significativas dentro da boca. Ela reduz os níveis de saliva, altera sua composição, excita os músculos mandibulares e enfraquece nossas defesas. Assim, mesmo quem escova os dentes com dedicação pode ser surpreendido com uma cárie ou uma afta. E não só: ranger os dentes, gengivites, herpes, tártaro, sapinho, mau hálito e até câncer são influenciados em maior ou menor grau pelas emoções. Uma pessoa medrosa pode ter aftas, o temor aumenta a acidez da saliva.
Uma pessoa normal produz diariamente entre 1 litro a 1,5 litro de saliva, que tem como missão limpar a boca. Uma pessoa muito estressada pode produzir apenas a metade da quantidade de saliva de uma pessoa normal.
ENTENDA TUDO SOBRE A HIGIENE ORAL
A higiene oral é um processo essencial à manutenção da saúde periodontal e dentária, com a prática rotineira de educação sanitária.A higiene oral e o melhor meio mecânico de prevenção da doença periodontal devendo, portanto merecer um grande destaque no planejamento do tratamento dentário.
OBJETIVOS
1 - Remover a placa bacteriana que se acumula sobre o complexo dentoperiodontal.
2 - Reduzir a flora microbiana estagnada.
3 - Prevenir a formação de tártaro.
4 - Estimular a irrigação sanguínea (massagem gengival).
5 - Evitar a ocorrência de doença periodontal.
6 - Aumentar a expectativa de vida dos dentes.
AGENTES DA HIGIENE ORAL / Agentes mecânicos ou físicos
Escova dental – É o mais eficaz e o mais difundido instrumento de higiene oral.A escova é útil para a escovação dos dentes e para fazer a massagem gengival.A escova macia é a mais indicada, sendo a de cerda dura indicada para os aparelhos protéicos.
Fio dental - É um meio excelente para fazer a limpeza de região interdental (entre um dente e outro).
Bochechos - O seu uso é valido na eliminação mecânica de restos de alimentos, forçando-se a água entre os espaços interproximais, é um meio auxiliar do fio dental e da escova.
Agentes químicos
Dentifrícios – É um agente químico auxiliar da higiene oral formado por três partes básicas: um detergente, um abrasivo e uma essência.
A pasta de dentes (dentifrícios) comum é meia auxiliar da higiene e, como tais, devem estar isentos de produtos tóxicos, devendo conter substancias essenciais a sua finalidade, principalmente flúor para maior proteção dos dentes (prevenindo a formação de caries).
Existem vários métodos auxiliares para uma boa higiene oral, porém uma adequada higiene oral está condicionada ao uso correto das técnicas de escovação e também da utilização correta do fio dental, porque com utilização corretas destes, alcançaremos nosso objetivos na remoção dos resíduos alimentares, evitando assim o acúmulo de bactérias nas superfícies dentárias.
O FUMO E A DOENÇA PERIODONTAL
Segundo estudos clínicos o cigarro influencia na doença periodontal, pois inúmeros componentes tóxicos do cigarro contribuem para o desenvolvimento e progressão da doença periodontal (gengivite). Alguns destes componentes como a nicotina, favorecem a doença através de efeitos locais – vasoconstricção vascular periférica, diminuição do fluxo sanguíneo gengival, do numero de células de defesa: e de efeitos sistêmicos como alterações vasculares, alterações no sistema imune e modificação na composição salivar – levando a uma maior perda de inserção, diminuição óssea, mobilidade e perda dentária.
Existe uma relação entre a quantidade e o tempo de duração do hábito com a severidade da doença.Quanto maior o tempo e a quantidade, maior a perda óssea. Alguns autores relatam que o consumo de mais de dez cigarros por dia já é o suficiente para causar perda óssea.
No dia 31 de maio e comemorado o Dia Mundial de Combate ao Fumo. Os números são alarmantes já que temos mais de 30 milhões de fumantes, segundo o Ministério da Saúde, o vício mata 80 mil brasileiros por ano.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Varíola: o que é, sintomas e tratamento - Tua Saúde

A varíola é uma doença infecciosa altamente contagiosa causada pelo vírus pertencente ao gênero Orthopoxvírus, que pode ser transmitido através de gotículas de saliva ou de espirro, por exemplo. Ao entrar no organismo, esse vírus cresce e se multiplica dentro das células, levando ao aparecimento de sintomas como febre alta, dores no corpo, vômitos intensos e aparecimento de bolhas na pele.
Quando ocorre a infecção, o tratamento tem como objetivo reduzir os sintomas da doença e prevenir a transmissão para outras pessoas, podendo também ser indicado o uso de antibióticos para prevenir o aparecimento de infecções bacteriana oportunistas.
Apesar de ser uma doença grave, altamente contagiosa e que não tem cura, a varíola é considerada erradicada pela Organização Mundial de Saúde devido ao sucesso relacionado à vacinação contra a doença. Apesar disso, a vacinação ainda é recomendada em função do medo associado ao bioterrorismo, sendo importante que seja feita a prevenção da doença.

Sintomas da Varíola
Os sintomas da varíola surgem entre 10 e 12 dias após a infecção pelo vírus, sendo os sinais e sintomas iniciais:
  • Febre alta;
  • Dores musculares no corpo;
  • Dor lombar;
  • Mal estar geral;
  • Vômitos intensos;
  • Náuseas;
  • Dores de barriga;
  • Dor de cabeça;
  • Diarreia;
  • Delírio.
Poucos dias após o surgimento dos sintomas iniciais surgem bolhas na boca, rosto e braços que se espalham rapidamente para o tronco e para as pernas. Essas bolhas podem ser facilmente estouradas e levar à formação de cicatrizes. Além disso, depois de um tempo as bolhas, principalmente as que estão no rosto e no tronco, ficam mais endurecidas e parecem estar aderidas à pele.

Transmissão da Varíola

A transmissão da varíola acontece principalmente por meio da inalação ou contato com saliva das pessoas infectadas pelo vírus. Apesar de ser menos comum, a transmissão também pode se dar através de roupa de uso pessoa ou roupas de cama.
A varíola é mais contagiosa na primeira semana da infecção, mas à medida que são formadas crostas nas feridas, há diminuição da transmissibilidade.

Como é o tratamento

O tratamento da varíola tem como objetivo aliviar os sintomas e evitar infecções bacterianas secundárias, que podem acontecer devido à fragilidade do sistema imunológico. Além disso, é recomendado que a pessoa fique em isolamento para evitar que haja a transmissão do vírus para outras pessoas.
Em 2018 foi aprovado o medicamento Tecovirimat que pode ser usado contra a varíola. Apesar da doença estar erradicada, a sua aprovação aconteceu devido ao medo do bioterrorismo.
A prevenção da varíola deve ser feita através da vacina da varíola e evitando o contato com pessoas infectadas ou objetos que tiveram em contato com o doente.

Vacina para Varíola

A vacina para a varíola previne o aparecimento da doença e ajuda a curá-la ou reduz as suas consequências, caso seja administrada até 3-4 dias após o paciente contrair a infecção. Porém, se os sintomas da doença já tiverem surgido, a vacinação pode não ter efeito. 
A vacina para varíola não faz parte do calendário básico de vacinação no Brasil, pois a doença foi considerada erradicada há mais de 30 anos. Porém, os militares e profissionais de saúde podem solicitar a toma da vacina para prevenir possível contágio.

Saúde em Movimento - Idosos pobres têm dificuldades de mastigação

Idosos pobres têm dificuldades de mastigação
   

De acordo com pesquisa publicada nos Cadernos de Saúde Pública, muitos idosos sofrem com problemas de mastigação - e esse quadro que pode estar diretamente relacionado com a baixa renda, não-assiduidade nos tratamentos dentários ou mesmo nunca ter ido ao dentista, ter cáries não-tratadas e possuir necessidade de prótese dentária. O trabalho é de Juvenal Soares Dias-da-Costa, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, e colegas, e foi publicado na edição de janeiro de 2010.

Segundo os autores, foram utilizados dados de estudo realizado pelo Ministério da Saúde, com a participação das secretarias estaduais e municipais de saúde, de universidades, do Conselho Federal de Odontologia e da Associação Brasileira de Odontologia. "O estudo foi realizado incluindo zonas urbanas e rurais de 250 municípios em todos os estados brasileiros durante os anos de 2002 e 2003", afirmam. Todos os dados, segundo o grupo, foram coletados nos domicílios dos participantes, através de exames dentários e de uma entrevista.

Os pesquisadores revelam que dos 5.124 idosos entrevistados, 2.546 disseram ter capacidade de mastigação insatisfatória. Quanto às variáveis socioeconômicas, eles declaram que "as prevalências de capacidade mastigatória insatisfatória aumentaram de acordo com a diminuição de renda. Indivíduos com menor escolaridade também apresentaram maior prevalência de capacidade mastigatória insatisfatória". Além disso, "a maioria dos entrevistados referiu: frequência de visita ao dentista com a periodicidade de 3 anos ou mais (66,7%), local de atendimento no sistema público (41,9%)" e "60,1% das pessoas não receberam orientações de como evitar problemas bucais, 69,4% apresentavam presença de cáries não tratadas, 60,9% tinham perdas entre 28 a 32 dentes e 59,2% usavam próteses dentárias totais. Por outro lado, a maioria não apresentava alterações de tecido mole (83,8%), nem doença periodontal severa (37,6%), tinha ausência de dor de dente nos últimos seis meses (77,1%) e não tinha necessidade de prótese (43,3%)".

Para Juvenal e colegas, o estudo "diagnosticou de forma rigorosa e consistente as condições de saúde bucal da população idosa, apontando para a necessidade da sua priorização e indo ao encontro da tendência da produção científica odontológica no Brasil". Eles acreditam que "com o aumento da expectativa de vida da população brasileira, tornam-se evidentes que melhores condições de acesso e tratamentos adequados a essa parcela da população se fazem necessários".

Fonte: Saúde em Movimento/Agência Notisa
Publicado em: 12/08/2010 

Caso grave de aneurisma cerebral é tratado com procedimento inédito no país

Elaine Patrícia Cruz – Repórter da Agência Brasil
Um caso grave de aneurisma cerebral de uma paciente de 68 anos foi tratado com um procedimento inédito no país pelo Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo. A cirurgia foi feita  no dia 6 de julho e é considerada um sucesso: ela aliou duas técnicas, a microcirurgia e a terapia endovascular, que já são utilizadas no tratamento mas, desta vez, utilizadas juntas, de forma simultânea, em um único procedimento.
Há dez meses, essa paciente passou a ter um tipo de dor de cabeça atípica, diferente do que ela já havia sentido antes. A paciente então procurou um médico no estado onde vivia, em Tocantins, que lhe pediu uma tomografia. “Essa tomografia evidenciou a presença de um aneurisma cerebral, algo que já não é usual. Não é frequente os aneurismas cerebrais aparecerem nas tomografias. No caso dela apareceu por causa do tamanho maior do que o habitual”, contou Sérgio Tadeu Fernandes, neurocirurgião do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, em entrevista à Agência Brasil. “Mas na cidade não tinham os recursos necessários e a família a trouxe para São Paulo.”
O risco do procedimento era alto. No início, a equipe médica do hospital pensou em fazer um procedimento microcirúrgico. “Mas como o caso demandava um tipo de cirurgia que é extremamente trabalhosa e com risco muito alto, a equipe pensou em minimizar esse risco combinando as duas técnicas”.
A cirurgia da paciente demorou em torno de cinco horas. Caso fosse feita apenas a microcirurgia, por exemplo, a estimativa é de que a cirurgia poderia demorar bem mais, em torno de oito ou dez horas. “E com um risco muito maior”, explicou o médico.
“A cirurgia começou com a microcirurgia convencional. E aí passamos para o procedimento cirúrgico convencional, em que é feita uma incisão e se retira uma parte do osso. Posicionamos, então, um microscópio cirúrgico e, por meio dele, chegamos na lesão e identificamos o aneurisma. Uma equipe inseriu um cateter na artéria femural e foi com ele até o local onde essa lesão estava", conta o especialista.
"Por meio desse cateter se passou um microbalão e aí, quando ele foi posicionado no ponto exato desse aneurisma, esse balão foi insuflado e, com ele cheio, impediu que o sangue passasse por dentro do aneurisma. Voltamos para a microcirurgia, esvaziando o aneurisma e deixando a bolha flácida. E não sangrava porque o balão impedia esse sangramento. E esse balão serviu de base depois para colocarmos, na base do aneurisma, alguns clipes [de titânio, empregado para excluir o aneurisma da região cerebral sem prejuízo da circulação] sem que isso prejudicasse o vaso normal”, disse Fernandes.
Após três dias da cirurgia, a paciente teve alta. “Foi uma recuperação fantástica”, disse o médico.
A ideia agora é que o novo procedimento possa ser adotado em vários outros casos de aneurisma, dependendo do tipo, já que ele não pode ser aplicado em todos os casos. O problema, alertou o neurocirurgião, é que seria preciso investir no aparato tecnológico, por exemplo, para a sala de cirurgia, e também no recurso humano, ou seja, na formação e no aperfeiçoamento dos médicos e na disponibilidade deles.
“O aneurisma cerebral não é uma doença frequente. Por isso, não se justifica investimento em todos os hospitais. Seria um desperdício montar essa estrutura [em todos os hospitais] para fazer uma cirurgia dessas a cada três meses. Mas uma forma racional seria ter centros de excelência e que eles estejam capacitados e adaptados para receber a demanda da rede,” observou.
Aneurisma
O aneurisma cerebral é uma doença que atinge entre dez e 15 pessoas em cada grupo de 100 mil indivíduos em todo o mundo. “Não é uma doença frequente, atingindo em torno de 3% da população mundial”, disse Fernandes. No entanto, ela é grave, podendo levar à morte.
O aneurisma cerebral é uma dilatação que se forma na parede de um vaso sanguíneo do cérebro. “Costumamos usar uma analogia que é a seguinte: imaginemos que, no encanamento de sua casa, forme-se uma bolha em algum ponto. Entendemos que esse ponto é fraco e isso é o aneurisma cerebral: uma bolha que se forma nos vasos do cérebro. E o risco que existe nessa bolha no encanamento é de ela estourar, de dar uma infiltração na parede ou de provocar uma inundação no cômodo da sua casa. No aneurisma cerebral é a mesma coisa: pode acontecer só uma infiltração ou ter um extravasamento desse sangue quando a bolha estoura, o que seria um tipo de derrame cerebral”, explicou o médico.
“Quando ela estoura e provoca o sangramento, é uma doença muito grave. Quando acontece essa ruptura, 50% dos pacientes morrem nos primeiros 30 dias de evolução da doença, 40% têm algum grau de sequelas e só 10% voltam a ter a vida que tinham antes de ter esse tipo de derrame por aneurisma cerebral”, acrescentou.
Fonte
http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-07/caso-grave-de-aneurisma-cerebral-e-tratado-com-procedimento-inedito-no-pais

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Vamos conhecer o Blog da Clínica Médica Borges

Vamos conhecer um pouco 
do Blog da Clínica Médica Borges
Clínica Médica Borges
Olha, são tantos assuntos, são tantos temas, que deixa a gente sem saber por onde começar, então que tal começarmos por onde tudo teve início - a saúde bucal?
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Outra dica do Campinarte que você poderá explorar no Blog da Clínica Médica Borges é a seção Campanhas... 



O que é o novo coronavírus?
Quais são os sintomas?
Qual o período de incubação do vírus?
Quais são os maiores problemas e os públicos mais vulneráveis?
Como ocorre a transmissão?
O novo coronavírus pode ser transmitido pelo ar?
É possível pegar o Covid-19 de alguém sem sintomas?...

Isso e muitas outras dúvidas, dê um clique no link abaixo:

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Rubéola: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção

O que é rubéola?

A rubéola é uma doença aguda, de alta contagiosidade, que é transmitida pelo vírus do gênero Rubivirus, da família Togaviridae. A doença também é conhecida como “Sarampo Alemão”.
No campo das doenças infecto-contagiosas, a importância epidemiológica da Rubéola está representada pela ocorrência da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) que atinge o feto ou o recém-nascido cujas mães se infectaram durante a gestação. 
IMPORTANTE: A infecção por rubéola na gravidez acarreta inúmeras complicações para a mãe, como aborto e natimorto (feto expulso morto) e para os recém-nascidos, como malformações congênitas (surdez, malformações cardíacas, lesões oculares e outras).

Características gerais da rubéola no Brasil e no mundo

No Brasil, até o final da década de 80, a magnitude da rubéola era desconhecida. Neste período, os resultados dos estudos sobre a prevalência de anticorpos contra a rubéola, em alguns grupos populacionais, orientaram a definição e implementação de estratégias de vacinação. A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) foi implantada gradativamente entre os anos de 1992 até o ano 2000. A faixa etária estabelecida foi de 1 a 11 anos de idade, e foi ampliada gradativamente ao longo dos anos. Entre 1998 a 2002 foram realizadas campanhas de vacinação para as mulheres em idade fértil (MIF) na faixa etária de 12 a 49 anos de idade, o objetivo dessa vacinação foi de eliminar a SRC no país. A segunda dose da vacina foi implantada em 2004 para a faixa etária de 4 a 6 anos de idade. Também houve ampliação da oferta da vacina para os homens até 39 anos e mulheres até 49 anos de idade.
A vigilância epidemiológica da rubéola e da SRC foi intensificada a partir da Eliminação do Sarampo, com redução dos casos confirmados de 80% entre 2003 até 2006.
Em 2006 surtos de rubéola passaram a ocorrer nos estados de MG, RJ, CE, PB, MT e MS. Em 2007 foram confirmados surtos em 19 estados, perfazendo um total de 6.753 casos. A faixa etária mais acometida é a de 20 – 39 anos de idade e 70% dos casos confirmados ocorreram no sexo masculino. Em 2008 foi realizada a Campanha de Vacinação para Eliminação da rubéola para homens e mulheres de 20 a 39 anos. Nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Maranhão foi acrescida a população de 12 a 19 anos no grupo alvo para vacinação. Aa cobertura vacinal geral foi de 97%. Neste ano foram confirmados 2.155 casos em 22 estados.  Após 2009 aos dias atuais não foram confirmados mais casos de rubéola no Brasil, indicando a interrupção da transmissão autóctone do vírus da rubéola, denominado 2B.

Quais são os sintomas da rubéola?

Os sintomas principais sintomas da rubéola são:
  • febre baixa;
  • linfoadenopatia retro auricular, occipital e cervical;
  • exantema máculo-papular.
Esses sinais e sintomas da rubéola acontecem independente da idade ou situação vacinal da pessoa.
O período de incubação médio do vírus, ou seja, tempo em que os primeiros sinais levam para se manifestar desde a infecção, é de 17 dias, variando de 14 a 21 dias, conforme cada caso.

Como é feito o diagnóstico da rubéola?

Para o diagnóstico da rubéola são feitos exames laboratoriais, disponíveis na rede pública em todos os estados, para confirmação ou descarte de casos, como titulação de anticorpos IgM e IgG para rubéola.
Existem muitas doenças que se manifestam semelhantes à rubéola. As mais importantes são: sarampo, Exantema Súbito (Roséola Infantum), dengue, Enteroviroses, Eritema Infeccioso (Parvovírus B19) e Ricketioses.
Na situação atual de eliminação da rubéola, identificar precocemente um caso suspeito e realizar as ações de vigilância de forma adequada com uma correta investigação epidemiológica, a realização do diagnóstico diferencial é muito importante para classificar adequadamente qualquer caso suspeito.

Situação epidemiológica da rubéola

No Brasil, a rubéola foi incluída na lista de doenças de notificação compulsória somente na segunda metade da década de 1990. Em 1997, ano em que o país enfrentou a última epidemia de sarampo, foram notificados cerca de 30.000 casos de rubéola, sendo que, no período de 1999 a 2001, ocorreram surtos em vários estados do país. Nesse período, observou-se um aumento progressivo no número de casos suspeitos de SRC (de 200 para 600), o que refletiu tanto o aumento da circulação do vírus, com incidências de 5/100.000 mulheres na faixa etária de 15 a 19 anos e de 6,3/100.000 mulheres na faixa etária de 20-29 anos de Rubéola (em 2001), como o incremento de estratégias de vigilância para a detecção de casos. Assim, a vigilância epidemiológica dessas doenças tem se mostrado sensível, oportuna e específica.
A implementação do Plano de Erradicação do Sarampo no país, a partir de 1999, impulsionou a vigilância e o controle da Rubéola. Em 2002, ocorreram 1.480 casos no Brasil, o que corresponde a um decréscimo de 95%, quando comparado com a incidência de 1997. Nesse ano, os coeficientes de incidência do sexo feminino ficaram em 1/100.000 mulheres, tanto na faixa etária de 15-19 como de 20-29 anos de idade. Entre 2000 e 2002, foram confirmados 37.663 casos de Rubéola. Em 2005, houve um surto de rubéola no Estado do Rio Grande do Sul, com 44 casos confirmados e identificação do genótipo 1D, o mesmo que circulava na Europa.  Observaram-se, nos anos de 2006 e 2007, elevados incrementos no número de casos confirmados e surtos nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e São Paulo, com genótipo 2B, sendo neste ano o incremento de 80% (6.692/8342), e destes 77% (6.640/8342) foram confirmados pelo critério laboratorial.
Com a intensificação da vigilância epidemiológica e a vacinação de bloqueio ampliada em 2008, o número de casos reduziu em 273,6% (6109/8342), quando comparado com o ano de 2007. Nesse ano, 84% (1868/2233) dos casos foram encerrados pelo critério laboratorial.
No Brasil o último caso confirmado de rubéola ocorreu no mês de dezembro de 2008 no estado de São Paulo. De janeiro de 2012 a dezembro de 2015, foram notificados 16.739 casos de rubéola, todos foram encerrados pelo critério laboratorial ou vínculo epidemiológico.
Salienta-se que, na Campanha de Vacinação contra a Rubéola realizada em 2008, foram vacinados cerca de 67,9 milhões de homens e mulheres, com idades entre 20 a 39 anos, incluindo as pessoas de 12 a 19 anos dos estados do RJ, MG, RN, MT e MA, conforme mencionado anteriormente. Este quantitativo representou 96,7% do público alvo da vacinação.
A definição das faixas etárias para a Campanha de Vacinação da Rubéola, em 2008, ocorreu após o estudo de coorte de nascidos vivos entre 1927 – 2007 para identificar a população não vacinada. Destaca-se, também, a realização de uma campanha de vacinação em massa dirigida às mulheres em idade fértil, entre os anos de 2001 e 2002. Nesse período, foram introduzidas as vacinas dupla viral (sarampo e rubéola) e tríplice viral no Calendário Básico de Vacinação do PNI, processo iniciado em 1992.
Em 2014 foi confirmado um caso importado de rubéola no estado do Rio de Janeiro, tripulante do navio proveniente das Filipinas, 28 anos de idade, masculino, não vacinado, apresentou exantema em 01 de outubro de 2014. Foi hospitalizado e notificado pelo sistema privado como suspeito de sarampo. No diagnóstico diferencial a sorologia IgM foi reagente para rubéola e identificado o genótipo 2B. A equipe de vigilância epidemiológica realizou a investigação buscando sintomáticos entre os 103 tripulantes e administrou 89 doses de vacina tríplice viral no bloqueio vacinal. Não foi identificado nenhum caso secundário.
O Brasil no dia 23 de abril de 2015 recebeu do Comitê Internacional de Experts o documento da verificação da eliminação da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita.
 Em 27 de setembro de 2016, o País recebeu do Comitê Internacional de Experts o documento da verificação da eliminação do Sarampo.

Como a rubéola é transmitida?

A transmissão da rubéola acontece diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções nasofaríngeas expelida pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar.
O período de transmissibilidade é de 5 a 7 dias antes e depois do início do exantema, que é uma erupção cutânea. A maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e depois do início do exantema.

Como é feito o tratamento da rubéola?

Não há tratamento específico para a rubéola.
Os sinais e sintomas apresentados devem ser tratados de acordo com a sintomatologia e terapêutica adequada, conforme cada caso.
Os tratamentos são oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Assim que surgirem os primeiros sintomas, procure imediatamente um médico para confirmação do diagnóstico e início imediato do tratamento.

Como prevenir a rubéola?

A prevenção da rubéola é feita por meio da vacinação. A vacina está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 12 meses de idade.
A vacina tríplice viral (Sarampo, Rubéola e Caxumba) foi implantada gradativamente entre os anos de 1992 até o ano 2000. A faixa etária estabelecida foi de 1 a 11 anos de idade, que se mantém até a presente data.
Entre 1998 a 2002, foram realizadas campanhas de vacinação para as mulheres em idade fértil na faixa etária de 12 a 49 anos de idade, com objetivo de eliminar a SRC (Sarampo, Rubéola e Caxumba) no Brasil.
A segunda dose da vacina foi implantada em 2004 para a faixa etária de 4 a 6 anos de idade. Para os homens e mulheres a vacina também está disponível para a faixa etária de 12 a 49 anos para as mulheres e de 12 a 39 anos para os homens.

Orientações sobre rubéola para profissionais de saúde

O conhecimento e atualização dos profissionais de saúde quanto à identificação e notificação imediata de um caso suspeito de rubéola, tanto na rede pública como privada é essencial para manter a eliminação da doença no país. As medidas de prevenção da doença são fundamentais. Altas coberturas vacinais em todas as localidades e a realização imediata do bloqueio vacinal no momento da notificação e investigação são práticas que devem ser realizadas em todos os municípios do país, independente do tamanho de sua população.
IMPORTANTE: Recomendações e esclarecimentos da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e da Secretaria de Atenção a Saúde (SAS) referente à não realização de exame sorológico com pesquisa de IgM para rubéola em gestantes durante o pré-natal.